O antigo jogador do Benfica António Simões considera que "a inteligência e a humildade" dos encarnados foram decisivas para a conquista do 35.º título nacional e frisou que os novos tricampeões souberam "responder" aos "momentos difíceis".

"O grupo soube sempre responder às circunstâncias. Houve momentos muito difíceis e isso provocou uma atitude solidária entre todos, que resultou num compromisso e que teve este sucesso", disse o magriço, em declarações à Agência Lusa.

De resto, António Simões destacou "a qualidade e persistência" de toda a estrutura do Benfica.


"Este título tem muito a ver com a qualidade, persistência, mas sobretudo com a inteligência e humildade. Há muita gente que gostaria de ser humilde, mas não sabe ser, por não ser inteligente", disse.

O antigo futebolista elegeu o triunfo no reduto do Sporting de Braga (2-0), na 11.ª jornada, como momento da viragem na época benfiquista e que "embalou" a equipa.

"A partir daí, o Benfica só perde um jogo e precisamente o jogo que menos merecia perder, que foi em casa com o FC Porto", afirmou, antes de salientar a "dinâmica de energia e rebeldia" que os jovens jogadores trouxeram ao grupo.

Contudo, António Simões lembrou igualmente a experiência de jogadores como "Júlio César, Luisão, Jardel, Jonas e Gaitán, que percebem o que é o Benfica e empurraram todos os outros".

O Benfica sagrou-se tricampeão português de futebol no domingo, feito que não conseguia desde 1976/77, ao vencer na Luz o Nacional por 4-1, em encontro da 34.ª e última jornada da Liga NOS.

O argentino Gaitán, aos 23 e 65 minutos, o brasileiro Jonas, aos 65, e Pizzi, aos 84, marcaram os golos da formação comandada por Rui Vitória, que terminou a prova com um recorde de 88 pontos, contra 86 do Sporting, de Jorge Jesus.
Fonte: Jornal Record