Rui Gomes da Silva respondeu a Augusto Inácio no programa O Dia Seguinte, da SIC Notícias. Depois do dirigente do Sporting ter sugerido o "Ministério da Cobardia" ao vice-presidente do Benfica, este último garantiu que o diretor para as relações externas dos leões é "obrigado a dizer" o que outros querem.

"Inácio não pensa aquilo que diz. Obrigam-no a dizer aquilo que alguém quer. Muitas vezes está contrariado e nem sabe o que está a dizer. Ontem, induziram-lhe mais uma vez em erro. Eu disse que ele era cobarde por fazer uma insinuação ao dizer que Júlio César foi encostado e ontem voltou a dizer que Mitroglou tirou a camisola de propósito. Disse que ele é cobarde, e repito, porque não diz de onde vêm as fontes. Já fui ministro mas nunca convidaria Augusto Inácio para meu secretário de Estado. Ele foi tão deselegante com Júlio César que só se lembra dos 7-1 que ele levou no Mundial e o que tenho a dizer é que o que me lembro de Augusto Inácio é do mesmo a ganhar um campeonato como treinador e sem que tivesse um penálti contra. É bom que ele se lembre disso. Mas sabe o é que também me lembro de Inácio? Das vezes em que ele foi despedido e das vezes em que foi irrelevante como treinador do futebol nacional, tirando o ano em que foi campeão nacional", disse em tom corrosivo, passando por recordar aquilo que Octávio Machado disse sobre o atual colega de estrutura no Sporting.

"Tenho alguma simpatia por Inácio, desculpo mas não lhe dou a outra face porque ele não merece. Concedo-lhe o perdão porque ele vem aqui repetir aqui e nem lhe lembro o que Octávio Machado disse dele, referindo-se a Inácio dizendo que um burro é sempre um burro mesmo quando usa óculos. Não repetiria isso. Octávio Machado foi deselegante tal como Inácio o foi e agora estão lá todos [no Sporting]. É o que fazem os vencimentos. Eu não recebo nada no Benfica e não é por isso que luto pelo Benfica. Não me vão ver responder ao nível a que obrigam Inácio a dizer".